Deputado criticou debate politizado sobre a pandemia no Amazonas e ações ineficazes do governo estadual.

O deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD) fez um desabafo na sessão plenária virtual da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) desta quarta-feira, 8 de abril, e criticou a politização das discussões em torno do novo coronavírus (Covid-19). Entre outros tópicos, o parlamentar também protestou por não ter suas propostas para conter o avanço da pandemia atendidas pelo governo do Estado.

“Ou se faz algo urgente ou vai morrer muita gente. Isso não é mais política, não tem nada a ver com política. É uma questão humanitária, de amor ao próximo. Tem quer parar com essa ‘onda’ de que tudo é política. Acabou com isso. Ou nós vamos fazer a coisa da forma correta ou então, além de ser uma vergonha nacional, vamos colecionar mortes”, criticou Ricardo Nicolau.

O deputado, que é empresário e gestor na rede de saúde privada, reiterou suas recomendações recentes feitas ao Executivo e afirmou que o sistema de saúde entrou em colapso pela ineficácia das ações governamentais. “Nós estamos em guerra. Repito: tem hospital que tem vaga, tem lugar que tem respirador parado, equipamentos sem uso. Ou se faz alguma coisa urgente ou vai morrer muita gente”, alertou.

“Estou cansado de falar e não ser ouvido. Estou cansado de ver o HUGV cheio de vaga e o povo morrendo. Andar parado no Hospital 28 de Agosto. Estou cansado de ir no hospital da Nilton Lins e não ter ninguém trabalhando”, disse o parlamentar. “O Amazonas tem condições de ser exemplo para o Brasil. Independentemente de política. Eu não quero saber de política, vamos trabalhar.”

Ricardo Nicolau reafirmou que segue à disposição para ajudar nas decisões do Estado na área da saúde, assim como o Grupo Samel, do qual faz parte. “Se precisar de mim, nós (Grupo Samel) já nos disponibilizamos a entrar inclusive com recursos financeiros nossos, com pessoal nosso, com qualquer coisa. Ou se faz alguma coisa ou vamos assistir a uma catástrofe na nossa cidade”, destacou.

“Este é um desabafo de quem está na rua todos os dias, de quem está vendo a situação das pessoas. Temos que tratar os pacientes de forma precoce. Não adianta deixar agravar, ir pro tubo e depois pra câmara frigorífica. Temos que tratar as coisas de forma correta, senão vamos ficar como expectadores diante de centenas de mortes no Amazonas”, concluiu o deputado.




FOTO: DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO ALEAM
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