Peritos do Amazonas protestaram, na manhã desta segunda-feira (22), em frente à sede do Instituto Médico Legal, Zona Norte de Manaus, para cobrar melhores condições de trabalho e reajuste salarial. O ato é realizado em prol de uma negociação com o governo. No local, os manifestantes decidiram, em assembleia, que devem paralisar, totalmente, os serviços na quarta-feira (24).

Há déficit no número de peritos no estado, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Peritos do Amazonas, Hilton Soares. Atualmente são 170. Soares afirma que são necessários mais profissionais por conta da grande demanda.

"Se eu tenho 300 delegados, temos apenas 170 peritos para atender. Por isso, temos muito trabalho. Hoje, estamos em uma assembleia permanente. Ela começa hoje e só vai acabar quando o governo começar, pelo menos, a olhar pela perícia do Amazonas. Nós não queremos só data-base, isso é um direito que tá na legislação. Não pode dar data-base para uma categoria e não oferecer para outra, seja professor, policial ou da saúde, isso é um direito legal", disse ao G1.

Soares afirmou que a luta da classe de peritos também é por melhores condições de trabalho. As reivindicações são realizadas desde 2011.

O vice-presidente disse, também, que faltam materiais de trabalho como luvas e máscaras.

"Não temos uma viatura, a que temos é do Governo Federal, que só é para atender homicídios. Então, qualquer outro caso nós não temos viatura. Queremos condições de trabalho. Estamos em um prédio que tem 30 anos e nunca recebeu uma reforma. Estamos em uma luta que é para fornecer Justiça à população. Os peritos estão tirando do próprio bolso para comprar os materiais, de luva até máscara", completou.

Na quarta-feira (24), a categoria pretende dar início à ação "Cumpra-se a Lei". "Já vai parar todos os três institutos: Instituto de Criminalística, I.I e Instituto Médico Legal", afirmou.

O que diz o governo:

O Governo do Amazonas informou, por meio de nota, que está aberto ao diálogo com todas as categorias de servidores. O comunicado diz que o Poder Executivo já recebeu representantes da categoria de peritos, que tiveram suas demandas acolhidas pela Casa Civil dos Estado e estão em análise pelo Governo.

"Nos últimos dias, o Governo definiu propostas de reposição da data-base de 2019, da ordem de 3,9%, para servidores da Seduc, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e delegados da Polícia Civil. O compromisso do Governo é cumprir com a data-base dos servidores garantindo a reposição da inflação no período de 12 meses. Devido à situação fiscal do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não permite que seja concedido reajuste superior à correção da inflação".

G1 AM
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