Polícia Civil alerta consumidores sobre os riscos da aquisição de celulares e peças dos aparelhos no mercado ilegal


A Polícia Civil do Amazonas, representada pelo delegado Sinval Barroso, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), faz um alerta à população sobre os riscos à saúde e integridade física de consumidores de produtos adquiridos no mercado ilegal. O perigo, conforme a autoridade policial, foi identificado ao longo de diligências realizadas pela equipe do departamento nesta semana, quando várias mercadorias, entre aparelhos celulares e peças dos telefones móveis foram apreendidas em situação irregular.

“Na tarde de quarta-feira (27/3), por volta das 15h, deflagramos uma operação na zona leste da capital, onde apreendemos, em algumas lojas naquela região, centenas de produtos, entre aparelhos celulares, displays, baterias, chips, processadores e componentes eletrônicos, além de selos falsos de agência reguladora, disponibilizados para comercialização na capital e em sites de compra e venda, sem qualquer tipo de legalidade”, explicou Barroso.

De acordo com o delegado, a mercadoria apreendida possivelmente é oriunda de um esquema criminoso instalado na capital, com ramificações em distintos segmentos, prestes a ser desarticulado pela equipe do DRCO. Sinval Barroso enfatizou que os policiais civis identificaram a irregularidade após representantes de uma empresa do Polo Industrial de Manaus (PIM) procurarem a equipe do departamento na última semana.

“Essas pessoas nos relataram peças que deveriam ser descartadas, por não terem sido aprovadas para uso, ao invés de serem extraviadas, estariam sendo desviadas e revendidas na capital, colocando em risco a saúde e segurança dos usuários desses produtos, uma vez que eles podem causar inúmeros problemas, que vão desde a redução da durabilidade até uma explosão”, advertiu o delegado.

Crime - O diretor do departamento revelou que as investigações em torno do caso foram iniciadas há uma semana e que, em breve, as pessoas envolvidas na prática ilícita serão identificadas e irão responder criminalmente pelo ato, uma vez que o fornecimento de produtos nocivos à saúde constitui crime contra as relações de consumo, previstas no Código de Defesa do Consumidor, instituído pela Lei nº 8.078/90.

Disque-Denúncia - Para concluir, Sinval Barroso pede às pessoas que possam colaborar com informações sobre as investigações em torno do caso, para que entrem em contato pelo número 181, o disque-denúncia da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). “Asseguramos o sigilo da identidade dos informantes”, garantiu.
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