Venezuelanos a caminho de abrigo em Manaus - Foto: Altemar Alcantara -SEMCOM
Cem venezuelanos, incluindo indígenas, foram retirados do entorno da rodoviária de Manaus na madrugada desta sexta-feira, 29, em uma ação integrada da Prefeitura de Manaus, Governo do Amazonas, MPF (Ministério Público Federal), Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) e Conselho Tutelar. Eles são identificados como ‘vulneráveis’. 

O grupo é formado por idosos, mulheres, gestantes e famílias com crianças e foi levado para dois abrigos de acolhimento provisório da Prefeitura. Indígenas da etnia Warao foram instalados no bairro Alfredo Nascimento, na zona norte, e os não indígenas ficaram em um abrigo no Coroado, zona leste.

Antes da transferência da rodoviária para os abrigos de acolhimento, os venezuelanos já haviam passado por um processo de sensibilização pela equipe técnica da Semasc, Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e Acnur.

“Os órgãos haviam informado ao MPF que haveria essa ação de acolhimento e que aconteceria pela madrugada, mas antes dessa ação integrada havíamos solicitado que houvesse a sensibilização dessas pessoas, que foi realizada pelos órgãos envolvidos. A ação acontece de madrugada até por questões administrativas, mas estamos aqui para garantir o acolhimento desse público que realmente necessita de ajuda”, disse o procurador do MPF Fernando Merloto Soave. 

De acordo com a secretária da Sejusc, Caroline Braz, as ações de sensibilização integradas com órgãos estaduais, municipais e demais instituições serão realizadas nos abrigos após a transferência de venezuelanos com o intuito de reintegrá-los à sociedade. 

O acolhimento começou no dia último dia 14 deste mês com a transferência de 81 venezuelanos não indígenas do abrigo Alfredo Nascimento para o espaço de acolhimento do bairro do Coroado. A transferência foi uma preparação das instalações dos dois abrigos para possibilitar a disponibilidade de novas vagas. Dados da Polícia Federal apontam que houve aproximadamente 14 mil solicitações de refúgio, apenas nos anos de 2017 e 2018 em Manaus.
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