O debate sobre a crise na saúde pública do Amazonas, que no fim de semana resultou na proibição de o deputado Wilker Barreto (PHS), fiscalizar o abastecimento de remédios no Pronto Socorro 28 de Agosto, foi o destaque na Sessão Plenária desta segunda-feira (25), da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), com manifestações de apoio e solidariedade ao deputado através de nota oficial da Mesa Diretora e de todos os deputados presentes em plenário. A presidente da Comissão de Saúde, deputada Mayara Pinheiro (PP), anunciou a fiscalização dos hospitais por uma equipe de deputados.

Declarando-se solidário ao colega Wilker Barreto, coube ao deputado João Luiz (PRB) abrir a discussão, quando depois de discordar da cobrança de “auxílio religioso” para os presidiários pela empresa Umanizzare, mostrando inclusive com imagens de vídeo, esse serviço sendo prestado pelas igrejas evangélicas, somente com auxílio prestado por voluntários, sem cobrar nenhum valor. Por conta disso, João Luiz propôs que o custo do auxílio religioso seja retirado da conta de R$ 22 milhões dos serviços prestados pela Umanizzare, e seja destinado a investimentos na saúde pública.

Em seguida Serafim Corrêa (PSB) entrou na discussão, apoiando a iniciativa da Casa em defender oficialmente a fiscalização parlamentar ao Executivo, afirmando que na hora em que o deputado não puder mais exercer sua atividade de fiscalizar o Executivo, é melhor fechar o Parlamento. A deputada Mayara Pinheiro defendeu a necessidade de o deputado exercer seu dever de fiscalizador, e argumentou que não é tirando o direito de um deputado fiscalizar que os remédios e insumos voltarão aos hospitais.

Piores condições

Num segundo pronunciamento, Mayara denunciou que no Pronto Socorro Platão Araújo pacientes e profissionais de saúde estão trabalhando nas piores condições e disse que “não cabe mais colocar a culpa na gestão anterior, o problema existe e precisa ser resolvido. Wilker Barreto se manifestou cobrando que o secretário de Saúde (Carlos Almeida) precisa vir ao Parlamento dar explicações, “não podemos perder a prerrogativa de chamar aqui o secretário e o diretor do 28 de agosto para esclarecer a situação”, afirmou.

No final dos debates, o deputado Felipe Souza (Patri) disse que o governo não precisaria tirar dinheiro do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) e exigiu relatório completo de todas as dívidas da saúde, para poder avaliar o Projeto de Lei encaminhado pelo governo. Manifestaram-se ainda solidários a Wilker Barreto as deputadas Joana Darc (PR), Therezinha Ruiz (PSDB), Alessandra Campêlo (MDB), Dermilson Chagas (PP), Belarmino Lins (PP), Álvaro Campelo (PP) e Abdala Fraxe (Podemos).
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