resgate de um grupo de 12 garotos que ficou preso em uma caverna na Tailândia, em junho do ano passado, atraiu a atenção do mundo todo. Os meninos, que pertenciam a um time de futebol chamado ‘Javalis Selvagens’ ficaram isolados por 18 dias no local e contaram com a ajuda de mergulhadores profissionais para deixarem a caverna. No entanto, um livro relatando detalhes do episódio mostra outra versão do resgate: a de que os meninos foram sedados durante o processo.
A obra “The Cave”, escrita por Liam Cochrane, um correspondente na Ásia do canal americano ABC, teve trechos cedidos ao jornal britânico Daily Mail. No livro, o autor afirma que os garotos tiveram de ser drogados com Ketamina, um anestésico dissociativo, e foram algemados aos mergulhadores para deixarem a caverna. O sedativo teria sido aplicado às crianças para que não se apavorassem durante o mergulho.
Por se tratar de uma travessia longa, mesmo com técnicas de mergulho e respiração, os meninos não teriam capacidade de completar o trajeto todo por contra própria, relata Cochrane: “Aqueles que estavam dentro dos túneis inundados sabiam que não tinha como uma criança que nunca havia mergulhado antes conseguir fazer a travessia de volta”.
As máscaras de oxigênio disponibilizadas para a operação também não eram o suficiente: apenas quatro eram pequenas o bastante para caber no rosto dos garotos — e mesmo essas foram descritas como grandes demais para alguns dos meninos.
“A única esperança era sedá-los, colocar máscaras de oxigênio com um lacre de silicone sobre os rostos e deixar que os mergulhadores realizassem a travessia por eles”, diz outro trecho.
O maior receio dos envolvidos no resgate era que os garotos tivessem ataques de pânico durante os longos trajetos submersos na saída da caverna. O primeiro garoto retirado recebeu um sedativo para engolir e teve a Ketamina injetada em cada perna. Depois, foi algemado com os pulsos presos atrás das costas para, caso a anestesia passasse, ele não tentasse arrancar a máscara do rosto.
“Os dois maiores perigos debaixo d’água foram o garoto acordar e entrar em pânico, ou sua máscara vazar e ele acabar sufocado até morte”, relata.
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