De acordo com reportagem de André Shalders e Letícia Mori, da BBC Brasil, o ator Nobu Kahi, de 31 anos, que foi modelo de um dos vídeos da campanha do Governo Federal para divulgar a "queda do desemprego", afirma que teve o contrato de trabalho desrespeitado, além de ter sofrido assédio moral e que ainda não recebeu "nem um centavo" pelo trabalho.


Na peça publicitária, Nobu é "Pedro", um trabalhador da indústria, que está feliz com a queda do desemprego e a volta da atividade econômica. No mês de março, segundo apurou a BBC Brasil, o ator fez um teste para uma campanha de propaganda para o governo. Se fosse ao ar, como de fato foi, ele receberia cachê de R$ 1 mil. "Cheguei às 15 horas e fui fazer o teste às 23h", relata.


Nobu acrescenta que os atores foram desrespeitados inúmeras vezes e que ele, especialmente, sofreu assédio moral do diretor desde o início. “Já no teste ele ficava me chamando de ‘japa’, de um jeito pejorativo, fazendo piadas infames e sendo muito preconceituoso. Nunca me senti mal de me chamarem da japa, mas ele me tratou de um jeito horrível, me transformou em motivo de chacota no set”, assegura.


“Sei que posso sofrer retaliações por falar, porque o mercado publicitário de Brasília é muito pequeno. Mas é um desrespeito sem tamanho”, diz o ator, que está no mercado de comerciais desde 2012.
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