O corpo do turista brasileiro executado a tiro durante um assalto na Venezuela ainda não chegou ao Brasil. Às 22h de domingo, a Secretaria de Comunicação do governo estadual informou que o traslado iniciou ontem, 14, à noite.
De acordo com a Secom, o corpo está sendo traslado por terra até a cidade de Pacaraima. De lá, em avião, será levado para Manaus, onde a vítima residia com a família.
O que era para ser uma viagem de férias acabou em tragédia. O turista brasileiro identificado como Amaury Castro da Silva, de 48 anos, morreu após levar um tiro em um assalto, sábado à noite, 13, quando se aproximava da cidade de Puerto Ordaz na Venezuela (VE). A bala atingiu o peito da vítima.
Castro estava acompanhado da família e viajava com um grupo de vinte turistas, entre os quais dez crianças e dois bebês. Todos integravam um comboio de nove veículos a partir de Manaus (AM) no Brasil, com destino a Ilha de Margarita no país vizinho.
A reportagem teve acesso aos áudios de um dos turistas, também vítima, mas que sobreviveu ao assalto. Ele diz que o crime ocorreu após emboscada, após os assaltantes fecharem a estrada com um veículo por volta das 23h de sábado, logo após eles terem parado na cidade de Upata para jantar.
“Os homens nos fecharam e eu bati com o carro, o rapaz [Amaury] que estava comigo levou um tiro e levaram todas as coisas dele”, relatou o rapaz.
O motivo dos turistas estarem viajando no período noturno, conforme diz a testemunha nos áudios, seria que o pneu de um dos carros teria estourado. Este fato atrasou a viagem e por isso o grupo concordou em viajar à noite como forma de ganhar tempo.
A ‘tocaia’ ocorreu no momento em que os turistas estavam a poucos quilômetros da cidade de Puerto Ordaz, onde iriam descansar para seguirem viajem rumo a Puerto La Cruz, onde pegariam o ferry boat para a Ilha de Margarita.
Conforme informações apuradas junto aos amigos das vítimas, os assaltantes levaram passaportes, roupas e uma quantia de dinheiro não divulgada.
A família está recebendo o apoio da Secretaria Extraordinária de Relações Internacionais de Roraima (SEERI), que em parceria com militares da Venezuela, providencia o translado do corpo, juntamente com familiares, para o Estado do Amazonas.
“Hoje [ontem, 14] pela manhã entramos em contato com o Corpo Militar da Venezuela que deu resposta imediata e está escoltando o grupo para retornar a Santa Elena via aérea, e em seguida para o Brasil via terrestre. No momento, a família está abalada e estamos dando o apoio imediato”, informou a secretária-adjunta de relações internacionais de Roraima, Fátima Araújo.
Sobre as investigações para localização dos suspeitos do crime que resultou na morte do brasileiro, a Secretaria de Relações Internacionais informou que o procedimento inicialmente será conduzido pelo Corpo de Investigação Científica Penal e Criminalística (CICPC) da Venezuela, especializado em casos de homicídios e sequestros.
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