A caminhada da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei rumo às Olimpíadas de Tóquio 2020 teve como início a capital do Amazonas. Ausente de Manaus desde 2007 – quando a Seleção Masculina disputou a Copa América de Vôlei, o torcedor amazonense que compareceu em peso à Arena Amadeu Teixeira pode novamente vibrar, desta vez com as meninas que venceram o amistoso contra a República Dominicana por 3 sets a 1 (21/25, 25/20, 25/19 e 25/ 21), na noite desta terça-feira (30).  Ao todo, 3.107 prestigiaram o evento apoiado pela Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

Pela primeira vez como capitã da seleção brasileira, a ponteira Natalia tem motivos para comemorar sua estreia. Isso porque, além de ser ovacionada pela torcida, vez um bom trabalho dentro de quadra. Apesar disso, prefere manter os pés no chão e considera que ainda tem muito a ser feito em termos de adaptação.

“A gente não venceu o primeiro set, mas isso é normal porque não tivemos muito tempo de treino e o importante é que conseguimos evoluir. O trabalho agora vai ser para poder passar um bom exemplo para as meninas. Eu, a Tandara e a Adenizia, que somos as mais experientes, vamos tentar dar essa força sempre”, comentou.

Para o técnico José Roberto Guimaraes, o time canarinho começou a se entender melhor a partir do segundo set, quando o saque evoluiu e, consequentemente, a defesa acompanhou. “Não tivemos tanto tempo de preparação, o que vimos no primeiro set foi  algumas falhas. No segundo set a gente se acomodou melhor, identificamos as melhores posições, quem estava virando no momento e isso faz parte, é um espelho, é um aprendizado e a cada dia tempos um ciclo olímpico melhor. Em geral em gostei dos últimos três sets”, falou.

Para o titular da Sejel, Fabricio Lima, o evento mais uma vez prova o quanto o público aprecia a modalidade, já que todos os eventos sediados, como a Superliga e o próprio amistoso da seleção, são abraçados pelos amazonenses. Agora, segundo o titular, o trabalho será para receber  dia15 de agosto Brasil x Estados Unidos, pela seleção masculina,  e de 15 a 19 de novembro será a vez da praia da Ponta Negra, Zona Oeste, sediar o Open de Vôlei de Praia, com a presença de campeões olímpicos.

“É com muita alegria que Manaus volta a ser a capital do vôlei e, mais uma vez, as jogadoras se sentem abraçadas e felizes de estar aqui. Graças a Deus, a torcida fez a diferença na partida e todo tempo levou a equipe para frente. Não tenho dúvidas que dessa forma o nome do nosso Estado chega a todos do nosso País como uma referência e nosso foco será sempre ter sucesso em todos os eventos, a contar os que já estão previstos para o vôlei”, disse Lima.


Fã de carteirinha

Chegando a Arena Amadeu Teixeira quase quatro horas antes da partida, Stephanie Ribeiro, 24, era só alegria ao conseguir chegar perto de seus ídolos. A jovem garantiu foto, inclusive, com Tandara, que foi bastante receptiva com o público, após o amistoso. De acordo com a Profissional de Educação Física, ter a seleção brasileira em Manaus é uma oportunidade única e a concepção do técnico José Roberto Guimarães foi aprovada.

“Eu sou apaixonada por vôlei, acompanho, estive no jogo do Osasco pela Superliga e é muito bom voltar e poder ver que jogadoras que estavam lá, como a Fernanda Tomé do São Caetano, estão agora na seleção brasileira. Eu me esforcei para participar de tudo, tanto a tarde de autógrafos no shopping, quanto os treinos e, principalmente, ver este jogo, pois é um presente para mim. Gostei muito de como o Zé montou a equipe, acho que o caminho é este e vou continuar acompanhando este novo time”, disse a moradora da Cachoeirinha, que veio acompanhada dos amigos Ícaro Castro e Eduardo Bento.


O jogo

O torcedor que esperava ver as estrelas da seleção teve que ver o bom jogo feito pela ponteira Martinez. A gigante de 2,1 metros acabou sendo a responsável pelos bloqueios e viradas de bola que permitiram o time caribenho manter o placar apertado, até a metade do jogo para em seguida virar em 15 a 20. Mesmo com as mudanças feitas pelo técnico José Roberto, a Seleção não conseguiu corresponder e acabou sendo derrotada por 25 a 21 no primeiro set.

No segundo set, o Brasil voltou atacar com mais vontade. Com Drussyla, Carol e Tandara, o time brasileiro conseguiu anular o ataque rival e com o ponto de ataque de Fernanda Tomé fechou o set em 25 a 20.

Determinadas a virar o jogo, as meninas do Brasil voltaram atacando ferozmente. Atentas na defesa, o bloqueio com Drussyila, Tandara e Carol passou a funcionar ainda mais, “fechou a porta” para o ataque dominicano e encerrou o set em 25 a 19.

No quarto set, a Seleção tentou manter o ritmo no ataque. Os constantes erros da República Dominicana ajudaram o Brasil a fechar o jogo em 25 a 21 no belo saque de Natália.
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