Atualmente, cerca de 510 venezuelanos estão morando em Manaus, de acordo com a secretária de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Graça Prola. Até o último dia 16 de maio, o número era de 382 indígenas da etnia warao. Segundo Prola, o desafio é fazer o mapeamento das famílias e identificar a composição de cada uma delas.
De acordo com a secretária, há famílias de venezuelanos morando no Centro de Manaus, nas proximidades da rodoviária e na zona leste da capital. Após a identificação das famílias, cada uma delas deverá  ser encaminhadas para o prédio onde funcionava o programa Jovem Cidadão, no Coroado, na zona leste, onde devem morar.
Segundo a Sejusc, o prédio tem capacidade para cerca de 300 pessoas, a prioridade para a transferência são dos indígenas que estão acampados na rodoviária e, posteriormente, serão encaminhados, também, os que estão residindo na Rua Quintino Bocaiúva, no Centro da capital.
O prédio deve estar apto para a mudança dos venezuelanos a partir do final desde mês, segundo a secretária. “A conclusão da reforma do prédio está prevista para o dia 29 de maio, e a transferência dos venezuelanos será a partir do próximo mês. Enquanto está acontecendo a reforma, estamos trabalhando em uma ação conjunta nesse atendimento emergencial (de identificação)”, disse.
De acordo com Graça Prola, o governo do Estado já liberou o recurso de R$ 205 mil que será encaminhado à Prefeitura de Manaus para custear a alimentação e material de higiene. Entretanto, o recurso só estará disponível após a aprovação do Conselho Municipal de Assistência Social.
Graça Prola disse, ainda, que em contato com a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), em Brasília, solicitando que haja maior fiscalização na entrada dos venezuelanos que, segundo ela, se dá na maioria dos casos por Pacaraima (RR).
“Os índios só vem de ônibus e só saem de ônibus, a gente pediu uma fiscalização mais rigorosa da ANTT, não para coibir a entrada deles, mas pra averiguar a questão da documentação, principalmente, das crianças. Para não deixar que, principalmente, as crianças passem sem documentos, pois nós tivemos dois óbitos e registramos muita dificuldade de sepultar essas crianças, por falta de documentação”, detalhou.
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