Fotos: Jimmy Christian / BLITZ AMAZÔNICO

A manifestação das Pastorinhas foi implantada no Brasil por volta do século XVI e se espalhou por todas as regiões do País, com características próprias em cada uma delas.  A tradição era coordenada pelas igrejas católicas espalhadas nas cidades e, atualmente, é preservada pelas próprias comunidades, trazendo a manifestação popular sobre o nascimento do Menino Jesus e a própria cultura do Natal.

No Amazonas, a tradição das Pastorinhas continua viva, sendo muito forte em municípios como Parintins (a 369 quilômetros de Manaus em linha reta). O projeto de Alessandra foi idealizado a partir da demanda do Instituto Cultural Ajuri (INCA), organização não governamental voltada para a promoção do desenvolvimento sócio-cultural de crianças, adolescentes e jovens da Amazônia.

Segundo o coordenador do INCA, Marcos Moura, a aprovação do projeto da deputada é um marco na história da cultura amazonense.  “Com a aprovação dessa lei, a Pastorinhas, Pastorais e Pastoris do Amazonas terão a garantia legal de serem salvaguardadas pelo Estado por meio das políticas públicas de cultura”, comentou Moura, completando: “As Pastorinhas natalinas, são herança cultural lusitana que se integrou à cultura popular brasileira, atravessando séculos de resistência com a força de sua tradição. Fé que se tornou folclore celebrando o nascimento de Cristo, influenciando sucessivas gerações com a cultura da paz, valor importantíssimo para a superação da violência e da intolerância típicas da sociedade contemporânea”.


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