As delações dos 77 executivos da Odebrecht apontaram para o pagamento de R$ 451,049 milhões aos políticos investigados nos inquéritos abertos pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Com os valores repassados pelo esquema de corrupção aos nomes presentes na lista de investigados seria possível realizar obras de infraestrutura no País e promover ações em prol da população mais carente.
Na área da saúde, o valor destinado pela Odebrecht seria suficiente para a construção de três hospitais como o de Parelheiros, orçado em R$ 148,3 milhões.
Ao ser inaugurado, o empreendimento, que esta em obras na zona sul de São Paulo, deve contar com 250 leitos de internação, 20 salas de UTI, Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, Centro de Imagem e Diagnóstico, Pronto Socorro Adulto e Pediátrico.
O dinheiro repassado aos investigados também construiria 112 novas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) com capacidade para atender 350 pacientes por dia.
Delações reforçam investigações sobre quadrilha entre PT, PMDB e PP
No âmbito social, o dinheiro destinado aos políticos citados pelos delatores da Odebrecht bancaria 481 mil salários mínimos de R$ 937. Também seria possível usar a grana para distribuir mais de 1 milhão de cestas básicas na cidade de Porto Alegre, que possuí, segundo os dados mais recentes do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o conjunto de alimentos essenciais mais caro do País.
A educação, por sua vez, poderia ter sido beneficiada com a construção de 45 escolas com o custo de R$ 10 milhões cada e com a instalação de 180 creches equipadas.
Ao todo, os 76 pedidos de abertura de inquérito autorizados por Fachin envolvem oito ministros, 24 senadores, 39 deputados e três governadores. O PT conta com o maior número de políticos investigados (20), seguido pelo PMDB (16), PSDB (13) e PP (9).
R7
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