Espetáculo está nas comemorações da 11ª Mostra de Teatro do Amazonas, em homenagem ao Dia Internacional do Teatro


Divulgação

A Companhia de Teatro Apareceu a Margarida, atendendo a pedidos, volta ao palco do Teatro Amazonas nesta terça-feira (28/03) com a comédia ‘A herança maldita de Mercedita de La Cruz’, às 20h. Escrita por Sérgio Cardoso, com direção de Chico Cardoso, o sucesso do teatro amazonense completa 10 anos e faz parte da programação da 11ª Mostra de Teatro do Amazonas, realização da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam). Os ingressos são populares, com preços a R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada para estudantes com carteira). ​

O espetáculo “A Herança Maldita de Mercedita de La Cruz” tem como eixo principal a decadência em que a cidade de Manaus mergulhou na transição da década de 40 para 50, em consequência do declínio econômico, provocado pela queda vertiginosa da borracha da Amazônia no mercado mundial. Momento em que todas as famílias tradicionais da cidade se mudaram para o Rio de Janeiro, em busca de dias melhores, fugindo do caos econômico e da bancarrota.

Para retratar esta época, o autor envereda pela rota ficcional e recria Manaus como Lazone, uma cidade quase fantasma que se alimenta do ódio e do desejo de vingança daqueles que permaneceram. A linguagem cômica adotada no espetáculo proporciona ao espectador momentos que se dividem entre o riso e a consciência crítica, aproximando-o, certamente, do momento histórico mais difícil da sociedade manauara e revela o longo tempo para que se superasse a crise e se encontrasse uma outra alternativa econômica para salvar Lazone.


É no marasmo dessa cidade, que antes vivera o apogeu da borracha e agora aguardava por um milagre econômico, que Mercedita de La Cruz, famosa modista de noivas, surge como testemunha de toda a decadência que se abateu sobre a cidade e transforma-se na principal vítima do ódio e da vingança de sua própria família. A proposta da encenação é aproveitar a atmosfera dos anos cinquenta do pós-guerra, onde surgem várias linguagens, como o “absurdo”, por exemplo, seguindo o veio da comédia contemporânea, pinçando células de suas vertentes para imprimir uma característica cabocla, afinal, é a sociedade manauara que está no foco da discussão do espetáculo.
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